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Tenho tido uma necessidade excessiva de exteriorizar sentimentos. Quando há uma nova novidade ou sensação preciso de a dizer a alguém, o que antes não acontecia, nunca!

Chego a ficar horas com uma caneta na mão e a olhar para uma folha em branco, com vontade de deitar fora algumas das emoções que me assolam e não consigo. Já não consigo passar para o papel o que sinto, deixou de ser uma rotina. (não deixou de vez, continua a ser parte de mim, mas não com a mesma persistência).

Estou a aprender a confiar em mim e nos outros, e estou a conseguir. O meu lema de vida deixou de ser o “hábito”, para passar a ser a “sensação e a vivência”.

Acho que estou a atingir, finalmente, o mínimo de me conhecer.

A.

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Antigamente, o meu sorriso e a minha felicidade eram constantes.
Agora, tudo mudou. Eu não sou mais aquilo que era. A solidão amarrou-me a ela com fortes cordas e fortes nós. Já tentei, mas não me consigo libertar.
Há uma inconstante, mas permanente, mudança que não tenho conseguido controlar, nem prever. Tenho sentido que o meu mundo me está a fugir, como o escorregar de areia no entrelaçar dos dedos. Pequenos fenómenos, grandes mudanças.
E com as mudanças as minhas memórias dissipam-se, como castelos na areia. Uma grande onda que me sufoca.
A incerteza de uma felicidade recta. Alguma vez irei conseguir conquistar? Certamente que não, pelo simples facto de que na vida nada é constante, recto, só em teoria.
E no fim as memórias não voltam. Restabelecem? Talvez um dia...
A.