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Antigamente, o meu sorriso e a minha felicidade eram constantes.
Agora, tudo mudou. Eu não sou mais aquilo que era. A solidão amarrou-me a ela com fortes cordas e fortes nós. Já tentei, mas não me consigo libertar.
Há uma inconstante, mas permanente, mudança que não tenho conseguido controlar, nem prever. Tenho sentido que o meu mundo me está a fugir, como o escorregar de areia no entrelaçar dos dedos. Pequenos fenómenos, grandes mudanças.
E com as mudanças as minhas memórias dissipam-se, como castelos na areia. Uma grande onda que me sufoca.
A incerteza de uma felicidade recta. Alguma vez irei conseguir conquistar? Certamente que não, pelo simples facto de que na vida nada é constante, recto, só em teoria.
E no fim as memórias não voltam. Restabelecem? Talvez um dia...
A.